Mamografia é efetivo na descoberta de câncer de mama?

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Uma pesquisa científica desenvolvida na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) vem analisando se o exame de mamografia realizado em mamas predominantemente densas pode mascarar ou ocultar lesões importantes no diagnóstico do câncer mamário. Segundo pesquisadores, pode haver necessidade de complementar tal diagnóstico com ultrassonografia, nesses casos.

Segundo pesquisadores, a mama densa é a quantidade aumentada de tecido fibroglandular em relação ao tecido gorduroso no parênquima mamário, composto de lóbulos, ductos gordura e tecido fibroso. Conforme o envelhecimento das mulheres, ocorre a liposubstituição dos tecidos.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomenda uma mamografia de rastreamento de prevenção para as mulheres entre 50 e 69 anos, sendo apenas um exame a cada dois anos. O problema, segundo a graduanda em Medicina Ana Carolina Ramos, que cursa o 6º ano na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), é que a mama densa, por ser totalmente de tecido fibroglandular, faz com que o exame da mamografia apareça na cor branca e as alterações das neoplasias, que são os nódulos e outras lesões que podem ser neoplasias, também aparecem da mesma forma no exame.

Se a pessoa tem a mama predominantemente densa e faz a mamografia para rastrear se tem alguma neoplasia, pode ser possível que algumas dessas lesões sejam mascaradas pela mama densa. É nisso que o projeto se centra. É um estudo para saber a prevalência da mama densa no Estado do Amazonas, a prevalência das lesões neoplásicas em mulheres com mama densa à mamografia e a importância da complementação da ultrassonografia a isso.

Fonte: A critica


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